Caravelas portuguesas atingem sete pessoas em Vila Nova de Milfontes

Caravela portuguesa, como é conhecido o organismo, é venenosa, bastante dolorosa e até pode ser fatal em caso de contacto com humanos. Na praia do Malhão, em Vila Nova de Milfontes, sete pessoas foram atingidas por alforrecas, mais conhecidas por caravelas portuguesas. Estes organismos não costumam andar por águas portuguesas, mas naquela praia sete banhistas entraram em contacto com estas alforrecas. As pessoas atingidas tiveram de ser encaminhados para o hospital, explica o comandante Arrifana Horta, da capitania de Sines. “Cerca das 17 horas houve um report de que sete banhistas, quatro crianças e três adultos, tocaram na caravela portuguesa. Foi pedida assistência ao INEM e os banhistas foram evacuados para o hospital”, disse. Mais a norte, na zona da Costa de Caparica, esta quarta-feira foi avistada uma caravela portuguesa. O comandante Coelho Cândido explica que os nadadores salvadores já estão avisados da situação e ainda esta tarde a bandeira vermelha chegou a ser hasteada. “Ontem à tarde foi detectada uma caravela portuguesa na areia. Deu à costa já morta e, por esse motivo, alertámos os nadadores-salvadores para que, em caso de serem avistadas, caravelas portuguesas no mar para içarem a bandeira vermelha e avisarem os banhistas porque o contacto com esta alforreca é bastante doloroso”, acrescenta. As caravelas portuguesas são uma alforreca que se desloca consoante o vento e reconhecem-se por causa da sua forma parecida com uma caravela.

in RR

Caravelas portuguesas atingem sete pessoas em Vila Nova de Milfontes

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Reportagem SIC

Já hoje uma criança de cinco anos foi levada para o hospital após contacto com uma caravela portuguesa, na praia Morena, na Costa da Caparica. A criança estava na praia Morena, mas nas praias em redor foi hasteada a bandeira vermelha e os banhistas foram forçados a sair da água. Um dos nadadores salvadores presentes na praia do Infante explicou que o aparecimento das medusas nestas águas se deve ao aumento da temperatura do mar. E muitas vezes as correntes marítimas arrastam-nas para a praia, podendo por isso haver contactos com os banhistas.

A caravela portuguesa é «uma das alforrecas mais perigosas que existem, mas raramente aparecem na costa continental portuguesa», conta ao SOL Carlos Sousa Reis, especialista em biologia marinha.De acordo com o biólogo, esta espécie é constituída por uma estrutura emersa em forma de vela, de cor azulada e apresenta alguma transparência, à qual estão ligados tentáculos, que podem chegar aos 15 metros. Estão cobertos por milhares de células que possuem substâncias irritantes que em contacto com a pele libertam «veneno», que provoca dores intensas e imediatas.

Em caso de contacto físico, Carlos Reis deixa alguns conselhos. «Deve colocar-se compressas de água do mar e vinagre para alíviar a dor. Não se deve utilizar água doce ou álcool, provocam o aumento da libertação do veneno, também não convém esfregar a área atingida». O manuseamento deste tipo de espécie marinha deve ser feito de «forma indirecta, evitando qualquer contacto directo», mesmo quando se encontrem no areal, pois «a toxina permanece activa ainda que o animal fique exposto ao sol várias horas», realça o especialista. O Comandante do Instituto de Socorros a Náufragos, Nuno Leitão, aconselha todos os banhistas a «sempre que avistarem na praia este tipo de hidromedusas, ou que sejam picados, a dirigirem-se de imediato ao nadador salvador da respectiva praia».

in SOL

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