Bento XVI visita Portugal

Na sua 15ª viagem apostólica, o Papa chega esta manhã a Lisboa. Bento XVI traz uma comitiva de cerca de 80 pessoas e ofertas especiais para o Presidente da República e para a diocese de Fátima. Na oração do Angelus, do passado domingo, Bento XVI fez questão de expressar publicamente a “grande alegria” que lhe inspira a visita a Portugal que hoje começa com a sua chegada a Lisboa, com um séquito de 29 personalidades, entre as quais os portugueses D. Saraiva Martins, D. Manuel Monteiro de Castro (secretário da Congregação dos Bispos) e Manuel Ferreira da Costa, padre com responsabilidades na Secretaria de Estado do Vaticano. Com 83 anos, esta é a 15ª viagem apostólica do Papa alemão, eleito em 2002 para substituir o carismático João Paulo II. A visita tem fortes limitações de segurança, mas também um programa que procura, ao máximo, poupar o esforço exigido à deslocação de um Papa idoso e que se dispôs a quatro dias de viagem, com deslocações a três pontos diferentes: Lisboa, Fátima e Porto. A crise aguda que atinge a Igreja católica – devida à polémica da pedofilia – constitui ainda um risco adicional para a visita, seguida por mais de mil jornalistas que, de todo o mundo, se acreditaram para cobrir a viagem apostólica de Bento XVI. Curiosamente, porém, nenhuma das grandes cadeias internacionais de televisão – CNN ou BBC -constam da lista de admitidos ao voo papal, os chamados “vaticanistas” que seguem o Papa em todas as suas deslocações fora da cidade do Vaticano. O Papa traz na bagagem algumas ofertas especiais que deixará em Portugal. Ao Presidente da República, Cavaco Silva, Bento XVI vai oferecer um quadro de mosaico representando a Praça de São Pedro, em Roma. O chefe de Estado português retribuirá com um Santo António em porcelana, acompanhado com uma edição bilingue (português e latim) dos “Sermões” do santo padroeiro de Lisboa. Mais relevante parece, no entanto, ser a oferta do Papa ao santuário de Fátima. A “Rosa de Ouro”, uma distinção especial da Santa Sé, nunca entregue pessoalmente por qualquer Papa em Portugal. Com efeito, Paulo VI enviou, em 1965, através de um emissário especial esta espécie de condecoração para o santuário mariano da Cova de Iria e o mesmo foi feito, em 2003, por um emissário de João Paulo II para o santuário de Nossa Senhora do Sameiro. O gesto de Bento XVI de renovar a distinção ao santuário de Fátima e, ainda mais, fazendo-o directamente, é lida nos meios católicos como um sinal claro da devoção do Papa para com a Virgem de Fátima, à semelhança, aliás, do que aconteceu com o seu antecessor.

in Expresso

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