Cartoon…

Maio 4, 2010

Maré afro-americana

Cartoon by Rodrigo (in Expresso)


Leilão “Bicicleta Solidária”

Maio 4, 2010

41 velocípedes doados pela população vendidos a preços que variaram entre 1 e 100 euros. A “Bicicleta Solidária”, iniciativa da Câmara de Aveiro, rendeu 350 euros que vão ser entregues a uma instituição de solidariedade social. Algumas dezenas de pessoas compraram bicicletas usadas com os preços a oscilarem entre um e 100 euros. Coleccionador de bicicletas, Elias Gomes, reformado, viajou de S. João da Madeira até Aveiro, para desembolsar 50 euros por uma velha bicicleta holandesa, “que deve ter 60 anos”, vendida pela Câmara de Aveiro através da iniciativa “Bicicleta Solidária” que rendeu 350 euros. Na Praça da República, no espaço de 45 minutos, foram vendidas 41 bicicletas – 26 de adulto e 15 de criança – não tendo comprador apenas seis bicicletas-triciclo que foram entregues ao Centro de Acolhimento Infantil de Aveiro. Houve de tudo um pouco no leilão da “Bicicleta Solidária”. Desde velhas “pasteleiras” até bicicletas todo o terreno em bom estado. Em armazém ficaram outros 15 velocípedes que se encontram em muito mau estado e que integrarão, possivelmente, uma segunda edição da “Bicicleta Solidária” no próximo ano. Durante um mês a autarquia incentivou os aveirenses a entregarem na loja da BUGA, em escolas, na Universidade, Hospital e Câmara, velhas bicicletas que já não usavam para serem vendidas a preços populares entregando a receita a uma instituição de solidariedade social. Elias Gomes nasceu “no meio das bicicletas” e considera que fez uma boa compra. “É uma bicicleta antiga e rara, agora vou restaurá-la”, disse ao JN. Empregado de mesa em Aveiro, Ramiro Alberto gastou 10 euros numa bicicleta. “É a primeira que tenho, tenho necessidade dela”, disse ao JN. “Há 30 anos que não tinha uma bicicleta, quando era pequeno tinha uma mas roubaram-ma logo”, acrescentou. Quem fez as compras para a família por 15 euros foi António Gonçalves, trolha, de S. Bernardo. Por cinco euros cada levou três. Para si, para a mulher e para o filho de 10 anos. “Ando muito a pé, mas a bicicleta faz-me falta”, afirmou enquanto a esposa Maria José não esconde a satisfação por deixar de ir a pé para o trabalho. Até o provedor da Misericórdia de Aveiro, Lacerda Pais, gastou cinco euros para comprar uma velha bicicleta. “Tenho uma na Barra e precisava de outra aqui para ir à pesca”. O dinheiro resultante da venda vai ser entregue a uma instituição de solidariedade social.

in Jornal de Notícias

Campanha Bicicleta Solidária – Reportagem @ RTP


Cartoon…

Maio 4, 2010

A Presa

Cartoon by Henrique Monteiro (in SAPO Desporto)


Exposição fotográfica da cultura Avieira no W Shopping em Santarém

Maio 4, 2010

Abriu esta terça-feira às 10 horas, a exposição fotográfica da cultura Avieira, no W Shopping, iniciativa que se estende até ao dia 14 de Maio. Esta exposição está inserida no âmbito do programa social do 1º Congresso da cultura Avieira, que se realizará nos dias 7, 8 e 9 de Maio corrente em Santarém e Salvaterra de Magos, e resulta da colaboração do projecto de candidatura com o W Shopping. A autoria das fotos históricas é das investigadoras Andrée Gaubert e Maria Micaela Soares, com tema e textos de António Machado. Estas duas investigadoras tiveram a possibilidade de captar momentos únicos da vida das comunidades Avieiras, nas alturas em que se deslocaram até às suas aldeias para desenvolver os seus trabalhos de investigação social, nas décadas de 60, 70 e 80 do século vinte. São documentos únicos e impressionistas, dado que as autoras, não sendo fotógrafas profissionais e realizando as fotos para apoiar as suas investigações sociais, acabaram por transmitir fortes sensações de proximidade e de intimidade com aquelas comunidades, algumas delas já desaparecidas, devido à escassez de recursos da pesca, mas também devido à incúria e à indiferença de muitos decisores externos a essas comunidades. Recorde-se que, no âmbito do 1º Congresso Nacional da cultura Avieira, Maria Micaela Soares, receberá do Ministério da Cultura uma homenagem nacional, através da outorga da Medalha de Mérito Cultural.


Anúncio Jumbo “O Top das Promoções” Preço Baixo Imperdível

Maio 4, 2010

Macy Gray – Beauty In The World

Maio 4, 2010

No quiosque…

Maio 4, 2010


Notícias em Segunda Mão – Jesus Cristo e Albano Ramalho (tudo forrado a estofos)

Maio 4, 2010

Notícias em Segunda Mão – Jesus Cristo e Albano Ramalho (tudo forrado a estofos) – Part. 1

Notícias em Segunda Mão – Jesus Cristo e Albano Ramalho (tudo forrado a estofos) – Part. 1


Feliz e Maria vivem de uma forma livre e independente na margem do rio Sôrdo

Maio 4, 2010

Vivemos, hoje, numa sociedade consumista, dependente, supérflua, egocêntrica. O que se passa à nossa volta não nos diz respeito, não é connosco, logo não nos afecta. O objectivo de vida é ter dinheiro no intuito de ter poder, e esperar que esse mesmo dinheiro nos traga felicidade, nos compre a felicidade. Temos a felicidade que nos é imposta pela televisão, pelo vizinho, pelas revistas. Julgamo-nos ricos, detentores de toda a sabedoria, de toda a cultura, andamos na moda, temos o último modelo de telemóvel, possuímos um potente computador, em casa já não nos chega uma televisão e as que possuirmos terão de ter bastantes canais para podermos consumir, consumir, consumir. Nem que a ânsia do consumo nos obrigue a viver na mentira, no engano, na escravidão, na aparência, dependentes de tudo e de todos. Este pequeno preâmbulo serve para apresentar uma outra forma de estar em sociedade, uma outra forma de vida. São duas pessoas, o casal, Feliz e a Maria, que na margem do rio Sôrdo, vivem de uma forma livre, independente. O Feliz e a Maria, são oriundos da antiga RDA (República Democrática Alemã), onde, na altura, se vivia uma ditadura comunista que não lhes agradava. Chegaram ao nosso país em 1986, tendo já estado em diversos sítios (Serra da Estrela, Cabo Espichel, Vilar de Mouros) até assentarem arraiais, em 1999, numa antiga casa de moleiro existente próximo de Moçães, freguesia de Torgueda. O caminho para chegar a casa é de difícil trajecto, identificativo do afastamento que eles desejam e de acordo com a vida dura que levam. Na casa a luz eléctrica é inexistente, a água é canalizada de uma fonte próxima. Produzem os seus próprios alimentos através de uma agricultura natural sem recurso a químicos. A casa serve também de albergue, a Albergaria de Santa Hildegarda, fundada na páscoa de 1998. É destinada a pessoas «doentes» e ali faz-se uma cura, física e espiritual, através de plantas medicinais e dietas alimentares. Não tem preços comerciais, vive de donativos. Luta-se, na Albergaria, contra «a dependência social, cultural e monetária», contra «o sistema ateísta vigente», contra «as posições cristãs sem moral». Principalmente destinada aos jovens, é sua intenção que eles recuperem o ânimo, a independência juvenil. Procuram consegui-lo através de relações com ética, amor ao próximo, ajuda a si mesmo com a ajuda ao semelhante, trabalho, vida comunitária, meditação, espírito de sacrifício, humildade, pobreza voluntária, abnegação e auto-estima, atitudes essenciais, dizem, para quem quiser viver uma vida aprazível. A Maria Feliz diz possuir um grande conhecimento das plantas, da sua utilidade e características. Esse saber tem por base os escritos que Santa Hildegarda deixou no princípio da Idade Média. É Maria quem nos explica quem foi essa santa, a “patrona” da Albergaria. «Santa Hildegarda de Bingen viveu no séc. XII. Foi abadessa dum convento de Beneditinas na Alemanha. Com cinco anos tinha visões, visões essas que se prolongaram até aos oitenta e um. Aos quarenta e três anos teve uma visão de línguas de fogo que desciam do céu sobre ela. Interpretou este sonho como sendo uma ordem divina para difundir e escrever as suas visões espirituais. Começa, assim, a sua carreira como mística, escritora e compositora, dotes confirmados por Bernardo de Claraval e pelo Papa Eugênio II, conhecedores das suas obras. Escreve igualmente uma enciclopédia científica de medicina natural, alimentação e tratamentos de doenças; escreve sobre psicologia, astronomia, filosofia, pedras preciosas, animais, árvores, metais, insectos, doenças que ainda não existiam na sua época, e que hoje atormentam a humanidade e para as quais ainda não há, infelizmente, cura. Hildegarda foi fundadora de dois conventos, Rupertsberg e Eibingen.» O casal confessa-se cristão e diz-se bastante próximo de Deus devido à natureza que os envolve, aos sons naturais que “respiram”, ao murmúrio do rio que convida constantemente à meditação. Recentemente lançaram um jornal, o Apelo da Terra. «É a publicação mais estranha do país.  Tem efeito dinamite, se o povo absorve a mensagem», comenta o Feliz. «Não trata de informação diária, mas sim de informação anímica, mensagem para a alma». O Apelo da Terra faz a divulgação de meios necessários para «não sucumbir nesta luta entre o Bem e o Mal». Segundo Feliz, os quatro pilares fundamentais da Albergaria de Santa Hildegarda são «uma alimentação mais humana (mais natural e mais saudável), a aplicação da medicina natural como profilaxia diária e terapia consciente, uma vida modificada e ética, e, por último, a responsabilidade e a disciplina diárias como preservação destas bases fundamentais da libertação espiritual». Há quinze anos a viver em Portugal sem rádio, sem televisão, sem máquinas, a tratar a terra e a praticar medicina natural, Maria Feliz viu perder-se a sabedoria popular, viu morrer a medicina natural. «Vi crescer a descrença, a preguiça e a negligência, promovida pela medicina industrial. Tudo é aparentemente fácil, tudo está preparado, tudo é feito pelo homem, com mais ou menos sucesso.» Talvez por isso acredite ser sua missão ensinar ao povo português os seus conhecimentos. «A medicina vem de Deus, é uma criação divina. Tudo o que Deus criou, o fogo, a água, o ar, os animais, as pedras preciosas, as plantas, as árvores, os peixes, os metais ou os insectos, podem servir de medicamento. A medicina natural tem de possibilitar, por princípio, o tratamento necessário e adequado. Não pretendo estimular o debate sobre a medicina natural, mas realçar o ânimo e a confiança em si mesmo para tratamento próprio». Considerando que a natureza humana é apenas uma parte do mundo natural e por isso dele depende totalmente, Feliz entende que «o homem tem que sacrificar o seu erro numa transformação de vida materialmente adaptada à preservação do mundo natural». Ou seja, «o espírito humano tem de se debruçar diariamente sobre a terra, tem de se preocupar com a sua alimentação e medicina naturais e tem que trabalhar com as suas forças naturais para a preservação e o restabelecimento do mundo natural». Até porque «se o espírito humano, na sua altivez e arrogância, destrói a natureza humana, por que razão deveria o corpo humano manter-se são, dependendo ele completamente do mundo natural?» Para Feliz, a «última missão humana é a coragem da recusa e o carácter de dar de modo abnegado».

in Eito Fora

Casal Feliz vive na margem do rio Sôrdo – Reportagem @ TVI