Três portugueses a caminho da África do Sul numa autocaravana

Partem no dia 25 de Abril, da Torre de Belém, e contam passar o 10 de Junho na África do Sul, com a comitiva portuguesa, que já prometeu uma recepção com pompa e circunstância. São apoiantes incondicionais da Selecção Nacional, em especial desde o Mundial 2002, e dizem-se preparados para uma viagem de 17 500 quilómetros, que os levará a atravessar o coração africano. Carlos Brum, 53 anos, é açoriano e vive no Algarve. Esteve nos lugares mais recônditos e até já andou “à boleia no Paquistão”. É ele o condutor da Mercedes, “o camião de guerra”, como chamam à viatura, devidamente pronta – tem camas e beliches – para as vicissitudes da epopeia. Joaquim Baptista, 50 anos, de Torres Vedras, e Jorge Franco, 39, de Palmela, completam o trio de aventureiros. A primeira etapa, via Madrid e Barcelona, leva-os a Marselha, onde dia 29 têm de apanhar o barco para a Tunísia. Depois, a Líbia, Egipto, Sudão, Etiópia, Quénia, Tanzânia, Moçambique e África do Sul. Um percurso que não mete medo, pese alguns destes países obrigarem a “um certo respeito”. O mais importante, esclarece Carlos, “é ter energia e fé em Deus.” Equipados com as cores de Portugal, contam também divulgar um pouco da nossa cultura junto da população local, levando na bagagem material didáctico, além de “muitas camisolas da selecção para distribuir pelas crianças”. Em termos desportivos, não o fazem por menos. “Vamos atravessar África, passar por dificuldades… Portugal tem de ser campeão!” Uma recompensa desejada e que os leva a não ter data de regresso: “Queremos só voltar no fim do Mundial”, referem. Entre as memórias destacam, pela negativa, a final do Euro-2004 e, pela positiva, o golo de Figo que levou à sensacional recuperação ante a Inglaterra, no Euro de 96. Os jogadores que mais os marcaram, neste período de “paixão lusitana e amor incondicional” pela turma das quinas, são Luís Figo e Pedro Pauleta, “dois símbolos que tinham o dom da liderança, algo que actualmente parece não existir de forma tão vincada no seio do grupo”. Á despedida, para lá do sentimento (“as saudades das nossas famílias é que é o pior”) e da fé num grande Mundial, fica também a promessa de que a aventura será transformada em livro.

in Diário de Notícias

A caminho da África do Sul numa autocaravana Reportagem @ SIC

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