Aluno passa de ano com nove negativas

Julho 22, 2009

Negativa a Língua Portuguesa, a História e a Matemática. Negativa também a Geografia, a Físico-Química, a Educação Visual… Feitas as contas, José, chamemos-lhe assim, teve nove negativas em 14 “cadeiras”. Tem 15 anos, está no 8.º ano do ensino básico. E a escola passou-o. Não é caso inédito, mas não deixa de ser raro, como admite Augusto Sá, director do Agrupamento de Escolas de Monte da Ola, em Vila Nova de Anha, Viana do Castelo. No final do 3.º período, o conselho de turma reuniu, cada professor deu a sua nota e, no caso de José, o balanço era negativo. Augusto Sá nota, contudo, que para decidir se um aluno “passa” não basta “somar” as positivas e as negativas. “Há um percurso, há um contexto, há uma família…” E a decisão de passar José “teve em conta” tudo isso. O professor não adianta detalhes, para preservar a identidade do jovem. Limita-se a explicar que ele é acompanhado pelos Serviços de Psicologia do agrupamento desde o 2.º ciclo, que já tinha chumbado uma vez, que vive uma situação “sócio-familiar grave” que se agravou ainda mais este ano. A lei, continua, é clara: dá margem de manobra às escolas para avaliarem os benefícios de reter um aluno que, como é o caso, frequenta um ano intermédio (o 3.º ciclo do ensino básico só termina no 9.º ano) da escolaridade obrigatória. Independentemente do número de negativas. Resultado: o conselho de turma entendeu que o melhor para o aluno seria transitar. E decidiu que o jovem irá frequentar no 9.º ano um curso de Educação e Formação, que o prepara para a vida activa e “que tem características especiais” – “ele tem capacidades, mas o contexto sócio-familiar não tem permitido que evolua e acreditamos que, com acompanhamento, atingirá os objectivos”, diz Augusto Sá. Em casos destes, admite, os conselhos de turma preferem, por vezes, fazer subir administrativamente as notas dos alunos, para que na pauta do final do ano, que é pública, não apareça preto no branco uma decisão que causa estranheza na comunidade. Mas a escola decidiu assumir a decisão. O caso foi, contudo, lido em alguns blogues de professores como um exemplo de facilitismo. “Sim, viram bem: a criatura teve 9 negativas e, mesmo assim, TRANSITOU”, lia-se no Movimento Mobilização e Unidade dos Professores. João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (Fne), não conhece o caso, mas vai dizendo que não tem especial simpatia por uma lei que permite que um aluno passe com várias negativas. Admite, contudo, que tem de haver excepções. E dá exemplos de casos que já apareceram em conselhos de turma em que participou: “Uma separação familiar, a morte de um irmão, de um pai…” Certo é o que diz o despacho normativo n.º 50/2005: “A retenção deve constituir uma medida pedagógica de última instância”. É essa a regra pela qual devem guiar-se as escolas. O balanço feito no mês passado sobre a forma como estão a decorrer os planos de acompanhamento destinados a alunos que ficaram retidos mostrou que mais de 40 mil foram abrangidos mas 25 por cento chumbaram ainda assim.

in Público

Escola de Vila Nova de Anha passou um aluno com nove negativas – Reportagem SIC

 


Apresentação do Benfica 2009/2010

Julho 22, 2009

O Benfica sofreu ontem a primeira derrota da pré-temporada, ao ser batido pelo Atlético de Madrid por 2-1, no encontro de apresentação da equipa de futebol aos adeptos, no Estádio da Luz. No jogo que marcou o regresso de Reyes e, sobretudo, de Simão Sabrosa à Luz, o Atlético de Madrid adiantou-se no marcador aos 11 minutos, por Raul Garcia, mas o Benfica empatou nove minutos depois, por Cardozo, antes de Forlan fazer o resultado final, na marcação de uma grande penalidade, no final da primeira parte. Esta foi a primeira derrota do Benfica na pré-temporada, depois do empate com o Sion (2-2) e as vitórias sobre Shakhtar Donetsk (2-0), Athletic de Bilbau (2-1) e Olhanense (2-1). O novo treinador do Benfica, Jorge Jesus, apresentou apenas duas caras novas no seu primeiro “onze” no Estádio da Luz, o avançado argentino Javier Saviola e o lateral esquerdo romeno Lazslo Sepsi, que esteve emprestado ao Racing Santander. O Benfica entrou em campo com algumas dificuldades de marcação e de construção de jogo e acabou por sofrer o primeiro golo, aos 11 minutos, num lance em que Raul Garcia surgiu solto fora da área e rematou colocado, após um passe de Simão Sabrosa. Os “encarnados” reagiram e acabaram por igualar a partida, nove minutos depois, com Saviola, isolado por Di Maria, a oferecer o golo a Cardozo. Com o empate, o Benfica passou a dominar o encontro e Miguel Vítor, por duas vezes, e Saviola tiveram boas oportunidades, mas atiraram para fora. Acabaria por ser o Atlético de Madrid a chegar ao intervalo em vantagem, graças a um golo de Forlan, na marcação de uma grande penalidade, a punir uma falta — muito contestada pelos “encarnados” – de Miguel Vítor sobre Kun Aguero, após uma excelente jogada individual do argentino. As constantes alterações foram reduzindo o ritmo da partida e, embora tivesse mais posse de bola, o Benfica não conseguiu criar grandes oportunidades de golo. Os “encarnados” estiveram perto do golo, primeiro num cabeceamento de Cardozo, aos 52 minutos, por cima, e depois, também de cabeça, pelo recém-entrado Mantorras, que obrigou Asenjo a boa intervenção. Já em período de descontos, Fábio Coentrão também ameaçou o empate, mas o remate de longe saiu ao lado.

in Expresso

Apresentação do Benfica 2009/2010 – Reportagem SIC

Benfica 1 – Atlético de Madrid 2


Os Contemporâneos – Fátima Lopes e o Pato Donaltim

Julho 22, 2009

Eagles em Portugal

Julho 22, 2009

Uma das maiores bandas americanas de todos os tempos, com cinco singles e seis álbuns que alcançaram o primeiro lugar do top de vendas, os Eagles, actuam em Portugal hoje dia 22 de Julho, na digressão de apresentação do último álbum, “Long Road Out of Eden”. Glenn Frey, Don Henley, Joe Walsh e Timothy B. Schmit, são os responsáveis por uma das grandes carreiras do rock americano, onde se inclui o álbum com o maior número de vendas na história dos Estados Unidos: “Their Greatest Hits” vendeu mais de 26 milhões de cópias. Uma simples conta de somar, aos discos de Platina que os Eagles alcançaram apenas nos Estados Unidos, explica facilmente a importância da banda californiana: 39 em álbuns de originais + 15 em álbuns ao vivo + 46 em compilações = 100 Discos de Platina!!! Passemos das vendas ao reconhecimento da indústria: 5 Grammys, o último dos quais alcançado no ano passado pelo álbum “Long Road Out Of Eden” e a consagração com a entrada no Rock and Roll Hall of Fame, em 1998. Em 2007, após alguns anos sem editarem novos discos de originais, lançaram, “Long Road Out Of Eden”, que continuou a carreira de sucesso da banda, tendo alcançado 7 Discos de Platina e 1 Grammy.

Spot Eagles no Pavilhão Atlântico