
Site: Tigres do Pedal

Promovido pelo Governo Português, o Planet Earth 2009 realiza-se em Lisboa, de 20 a 22 de Novembro de 2009. Este evento (PELE2009) manifesta não só os efeitos do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT), durante o seu período de vigência, mas também as iniciativas que surgem do legado do Ano Internacional do Planeta Terra. O Ano Internacional do Planeta Terra (IYPE) é uma iniciativa conjunta da União Internacional das Ciências Geológicas (IUGS) e da UNESCO e foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU como o Ano Internacional das Nações Unidas para o Planeta Terra. O AIPT apelou aos decisores e ao público em geral, através de um grande número de eventos nacionais e internacionais ao longo do triénio (2007-2009), sobre como o conhecimento geocientífico em geral pode ajudar na construção de um planeta mais saudável e de uma sociedade mais próspera e global. O Planet Earth Lisbon 2009 pretende reunir cientistas, políticos e industriais para comemorar o encerramento do Triénio do Ano Internacional do Planeta Terra (2007-2009), para avaliar os resultados do IYPE e, ainda para, olhando para o futuro, lançar novas iniciativas baseadas no legado do Ano. Este último objectivo irá dominar o Evento e reflecte-se no logótipo e no título do PEL 2009: Planeta Terra, Presente para o Futuro! Além disso, o Planet Earth Lisbon 2009 pretende discutir três temas próximos da essência do IYPE e que são exemplo do Desenvolvimento Sustentável: Energias Renováveis, Gestão Sustentável de Solos e Recursos Hídricos, e Oceanos. Estes temas serão discutidos do ponto de vista político, científico e industrial. Por fim, ao convidar dois estudantes de cada um dos 80 países que constituíram Comités Nacionais para o IYPE, os organizadores do Evento destacam a importância das próximas gerações no cumprimento dos objectivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas. Os convites para esta Celebração Mundial do Planeta Terra foram ainda estendidos a todos os Chefes de Estado, Ministérios e membros das Nações Unidas, para além da já referida participação de 80 Comités Nacionais para o AIPT e cerca de 160 estudantes de todo o mundo (2 por Comité Nacional).

Uma aldeia solar experimental construída em pleno Alentejo, sul de Portugal, com protótipos alimentados pelo calor do sol, projetada para a auto-suficiência energética de 50 pessoas, vai ser testada durante um ano por uma comunidade de pesquisa para a paz. Quem avança alguns quilômetros por uma estrada de terra batida, próxima de Colos (Odemira), depois de passar por dezenas de sobreiros e de ovelhas pastando, está longe de imaginar que, um pouco mais à frente, numa propriedade com mais de 150 hectares, por entre hortas e casas de taipa dispersas, encontra o campo de testes de uma aldeia solar. O projeto é da comunidade de Tamera, instalada no Monte Cerro, próximo de Colos, que quer provar que, sem recorrer a combustíveis fósseis ou poluentes, é perfeitamente possível bombear água, produzir e cozinhar alimentos, aquecer e iluminar as casas. “A ideia é viver um ano inteiro com esta tecnologia, ver como funciona e encontrar os pontos fracos e fortes, para poder projetar um modelo para a Tamera inteira”, onde vivem mais de 150 pessoas, explica à Agência Lusa Barbara Kovats, coordenadora da aldeia solar.
O campo de testes conta, por exemplo, com uma estufa multifuncional que, além de permitir o cultivo de alimentos com baixo consumo de água, também aquece óleo vegetal, que é armazenado num recipiente, permitindo assim captar e distribuir o calor entre um motor Stirling, que produz eletricidade, e a cozinha. Outro protótipo em testes no Alentejo, região escolhida em parte por ser “rica” em exposição solar, é a bomba de água, que funciona, à semelhança dos restantes sistemas, apenas com energia solar termal. Junto da cozinha, construída no âmbito do projeto, um grande espelho, com cerca de dois metros de diâmetro, desperta a curiosidade: “É um espelho de foco fixo, que vai refletir o sol para um tacho próprio, que aquece água em cerca de 30 minutos”. O esclarecimento é dado por Fabian Deppner, também membro da Tamera e colaborador no projeto, que explica tratar-se de uma tecnologia antiga, mas ainda usada na Índia, num local onde se cozinha para 30 mil pessoas. Barbara Kovats garante que “estas tecnologias podem adaptar-se a todas as partes da Terra, possibilitando o desenvolvimento regional e a independência das grandes multinacionais da energia”. “É remar um bocadinho contra a maré, mas é exatamente essa a ideia, criar estes modelos alternativos”, diz. As multinacionais “são muitas vezes as responsáveis pelas guerras e pela destruição de povos indígenas e da natureza”, acusa, apontando o “dedo”, no caso de Portugal, às grandes indústrias energéticas instaladas em Sines. A Aldeia Solar é uma das estratégias importantes para demonstrar que a paz é realmente possível”, defende a coordenadora, insistindo que o modelo em testes pela Tamera pode ser reproduzido por todo o lado. A energia necessária para as comunidades, sugere, “pode ser produzida descentralizadamente, em vez de uma grande central abastecer metade do país”. As tecnologias utilizadas na aldeia solar, que será inaugurada neste sábado, foram na sua maioria inventadas pelo alemão Jürgen Kleinwächter, que colabora com esta comunidade residente no Alentejo, a qual acaba por ser o seu “campo de ensaio”. Até o momento, em Tamera estão ainda sendo utilizadas as fontes de energia “normais”, à base de combustíveis fósseis, mas com que a comunidade “quer acabar”. Barbara Kovats assegura que, com a aldeia solar que vão testar, estão “a meio caminho” para se descomprometer, sendo que “o próximo passo” será encontrar “patrocinadores”, para desenvolver a tecnologia e planejar a sua reprodução.
in LUSA

Site: Comunidade de Tamera

Comunidade de Tamera - @ Reportagem Especial SIC


Axel Andree partiu, a pé, da Alemanha, em Abril, e instalou-se no Montesinho há cerca de um mês. Um ex-estudante de Medicina alemão vive como ermita em pleno Parque de Montesinho, Bragança, para estar em comunhão “com a natureza”. Axel Andree, 43 anos, instalou-se numa clareira de carvalhos e chegou cá a pé, a puxar um carroça. Axel dorme sob um coberto de oleado, alimenta-se de frutos secos, está a plantar uma horta, e garante que quer ali ficar até morrer. “Posso ficar aqui 20 ou 30 anos”, assegurou. Isso porque há muito procurava um lugar calmo e silencioso. “É este, é agradável”, justificou. O paraíso que buscava foi encontrá-lo no Montesinho, um sítio que vai de encontro à sua visão ecológica da vida. Não tem luz nem água, vive completamente só, a aldeia mais próxima dista cerca de seis quilómetros. Chegou ao parque há um mês depois de ter feito uma viagem a pé entre Frankfurt (Alemanha) e Portugal, mais de dois mil quilómetros que lhe levaram cerca de quatro meses a percorrer, transportando os seus pertences numa carroça puxada por ele. “Passei e fiz paragens em França e País Basco. Parti da Alemanha no dia 8 de Abril e cheguei à fronteira portuguesa a 2 ou 3 de Agosto. Depois, encontrei este local, no dia 2 de Setembro, e constatei que era o meu lugar”, contou. Entrou em Portugal por Miranda do Douro e ainda esteve algum tempo em Izeda, até descobrir Montesinho. Axel Andree considera que viver numa floresta “é normal”, e explicou que já teve uma experiência semelhante na Alemanha, durante três anos. Para já, diz que vive bem no lugar soalheiro que escolheu, e não teme os rigores do Inverno transmontano, porque está habituado a temperaturas baixas. Apesar de ter estudado Medicina, nunca concluiu o curso, porque simplesmente “não era o seu caminho”. O ermita vive essencialmente dos frutos secos que recolhe, mas também vai às compras a Bragança, duas vezes por semana, a pé, e a viagem demora cerca de duas horas para cada lado. Axel Andree tem pouco contacto com pessoas, mas não se furta a pequenas conversas com quem encontra no caminho, pois a sua situação a todos intriga, por se tratar de uma vida original, apesar de ele não concordar. Contou, ao JN, que tem os dias muito ocupados e que coisas para fazer não lhe faltam. Além disso, também está a estudar Português pelos próprios meios: “Aprendo passo a passo para conversar com os portugueses”. “Estou a plantar uma horta, onde vou plantar nabiças e árvores, e construir uma casa em pedra, por isso, tenho muito trabalho a fazer”, explicou. O ermita do Montesinho explica que este modo de vida “foi uma opção de vida”. A GNR confirmou que não tem problemas com a justiça, apenas tinha um cartão de identificação já caducado, mas ontem procedeu à emissão de um novo via SIREPE.
in Jornal de Notícias
Eremita alemão vive no Parque Natural de Montesinho - Reportagem @ RTP

O primeiro de 16 linces que vão ser introduzidos em Portugal para evitar a extinção da espécie chegou ontem ao Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico em Silves, no Algarve. O cobertor que tapava a jaula de Azahar foi descoberto durante pouco mais de um segundo para captar as imagens. A fêmea lince de cinco anos viveu nos últimos três em cativeiro no jardim zoológico de Jerez de la Frontera, em Espanha. A tratadora, Maria José Coca, abraçou com emoção Tito Rosa, presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB). “É um momento histórico, que concretiza uma década de esforços para evitar a extinção desta espécie tão especial e emblemática“, afirmou aos jornalistas Javier Madrid, presidente do instituto espanhol homólogo do ICNB. Tito Rosa partilhou daquelas palavras, frisando que “há 30 anos que não há avistamentos de linces confirmados em Portugal” e que a reprodução em cativeiro é apenas “uma ferramenta”, mantendo-se o objectivo de libertar os linces na natureza. O Plano de Acção para a Conservação do Lince-ibérico pretende conservar a espécie que esta está em fase de pré-extinção em Portugal, segundo o último censo nacional da espécie. Azahar e os outros 15 linces, que deverão chegar a Portugal no próximo mês de Novembro, serão depois reintroduzidos na natureza.
O lince-ibérico (Lynx pardinus) é a espécie de felino mais ameaçada do Mundo, tendo já sido classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como ‘criticamente ameaçada’.
in LUSA
Site: Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB)
Azahar, a fêmea de Lince-ibérico - Reportagem @ RTP, SIC e TVI

A National Geographic associa-se ao Festival dos Oceanos, através de uma exposição no Oceanário de Lisboa, onde estão expostas algumas das mais belas fotografias sobre a natureza, captadas com a qualidade que já nos habituou a National Geographic. Uma oportunidade única para os amantes da fotografia e para os que se interessam pelas ciências marítimas.

Exposição da National Geographic no Ocenário de Lisboa - Reportagem SIC

Várias ‘caravelas portuguesas’, organismos perigosos que causam alergias ou até queimaduras na pele, deram na quarta-feira à costa a norte da Foz do Arelho, Caldas da Rainha, obrigando os nadadores-salvadores a içar a bandeira vermelha. «Bastantes ‘caravelas portuguesas’ deram à costa na Praia do Mar, razão pela qual foi içada a bandeira vermelha durante o dia e avisados os banhistas para não tocarem nas caravelas», afirmou à agência Lusa o comandante da Capitania de Peniche, José Luís Guerreiro Cardoso. Ainda sem explicações para o seu aparecimento na zona, as «caravelas portuguesas» poderão voltar a dar à costa, assim como já tinha acontecido no domingo. Segundo o responsável, foram dadas indicações aos nadadores-salvadores para estarem atentos a outros organismos que possam dar à costa e, caso isso aconteça, removê-los da água, a fim de evitar qualquer acidente com banhistas. Não há registo de banhistas que tenham sido atacados. «É preciso que os banhistas tenham cuidado caso as ‘caravelas portuguesas’ voltem a aparecer», alertou, adiantando que o contacto com este organismos pode causar alergias e até queimaduras. No ano passado, os organismos deram à costa em várias praias da costa Oeste, tendo provocado ferimentos em duas crianças em Peniche. O porta-voz do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), comandante Nuno Leitão, explicou à Lusa que, embora seja comum nos Açores, a aproximação de caravelas portuguesas às praias do continente é um fenómeno raro e imprevisível. Erradamente identificados como alforrecas, a caravela é um sifonófero pouco estudado pelos biólogos em Portugal, que anda em grupo à deriva no mar aberto. A chegada de alguns exemplares à costa continental centro-norte no ano passado deveu-se a um conjunto de factores que provocou correntes e ventos favoráveis, segundo os biólogos.
in Lusa/Sol
Caravelas portuguesas na Foz do Arelho - Reportagem SIC