Rato interrompe o Portimonense-Académica

Novembro 12, 2009

Decorriam dez minutos da segunda parte de um jogo morno, com ligeira vantagem para o pendor ofensivo do Portimonense, quando um ordinário Rattus rattus, nome científico para o rato comum, decidiu que já chegava. Nem o facto de o jogo, a contar para a Taça da Liga, estar a ser transmitido em directo, incomodou o pequeno roedor, que decidiu fazer a sua refeição no Posto de Transformação da EDP que alimenta o Estádio Municipal de Portimão. Desconhece-se para já, se o rato terá ficado retido na ‘cena do crime’. O certo é que devido à opção infeliz do roedor, ao minuto 51 da partida, quando Portimonense e Académica ainda não tinham inaugurado o marcador, o estádio sofreu um blackout que obrigou a interromper o encontro. Depois de aguardar os 30 minutos previstos no artigo 17.º do Regulamento de Competições da Liga, o árbitro madeirense Marco Ferreira determinou o adiamento da partida que definirá a 3.ª e última jornada do Grupo A, da 3.ª fase da competição. Os 39 minutos e 10 segundos de jogo que faltam serão jogados hoje, quinta-feira, às 15h00, obrigando a equipa de Coimbra a pernoitar em Portimão. Até agora, todos os jogos deste grupo (Beira-Mar-Portimonense e Académica Beira-Mar) acabaram com o mesmo resultado: 0-0. Se ambas as equipas empatarem sem golos (ficando as três formações com dois pontos), o desempate será feito através da média de idades, ou seja, quem tiver utilizado os jogadores mais novos nesta fase passa à 3ª fase da Taça da Liga.

in Expresso


Decifrando a História: 2012, o dia do Juízo Final

Novembro 12, 2009

Várias profecias e oráculos apontam o dia 21 de Dezembro de 2012 como o dia do Juízo Final. Uma nova tecnologia conhecida como “The Web-Bot Project” rastreia a Internet a grande escala como uma forma de prever o futuro e os seus resultados também chegaram à mesma data fatídica. No entanto, os cépticos assinalam a longa história dos dias do Juízo Final que nunca sucederam e examinam as inconsistências lógicas ao prever o futuro.

Decifrando a História: 2012, o dia do juízo final (parte do documentário)


Comunidade de Tamera

Novembro 5, 2009

Uma aldeia solar experimental construída em pleno Alentejo, sul de Portugal, com protótipos alimentados pelo calor do sol, projetada para a auto-suficiência energética de 50 pessoas, vai ser testada durante um ano por uma comunidade de pesquisa para a paz. Quem avança alguns quilômetros por uma estrada de terra batida, próxima de Colos (Odemira), depois de passar por dezenas de sobreiros e de ovelhas pastando, está longe de imaginar que, um pouco mais à frente, numa propriedade com mais de 150 hectares, por entre hortas e casas de taipa dispersas, encontra o campo de testes de uma aldeia solar. O projeto é da comunidade de Tamera, instalada no Monte Cerro, próximo de Colos, que quer provar que, sem recorrer a combustíveis fósseis ou poluentes, é perfeitamente possível bombear água, produzir e cozinhar alimentos, aquecer e iluminar as casas. “A ideia é viver um ano inteiro com esta tecnologia, ver como funciona e encontrar os pontos fracos e fortes, para poder projetar um modelo para a Tamera inteira”, onde vivem mais de 150 pessoas, explica à Agência Lusa Barbara Kovats, coordenadora da aldeia solar.
O campo de testes conta, por exemplo, com uma estufa multifuncional que, além de permitir o cultivo de alimentos com baixo consumo de água, também aquece óleo vegetal, que é armazenado num recipiente, permitindo assim captar e distribuir o calor entre um motor Stirling, que produz eletricidade, e a cozinha. Outro protótipo em testes no Alentejo, região escolhida em parte por ser “rica” em exposição solar, é a bomba de água, que funciona, à semelhança dos restantes sistemas, apenas com energia solar termal. Junto da cozinha, construída no âmbito do projeto, um grande espelho, com cerca de dois metros de diâmetro, desperta a curiosidade: “É um espelho de foco fixo, que vai refletir o sol para um tacho próprio, que aquece água em cerca de 30 minutos”. O esclarecimento é dado por Fabian Deppner, também membro da Tamera e colaborador no projeto, que explica tratar-se de uma tecnologia antiga, mas ainda usada na Índia, num local onde se cozinha para 30 mil pessoas. Barbara Kovats garante que “estas tecnologias podem adaptar-se a todas as partes da Terra, possibilitando o desenvolvimento regional e a independência das grandes multinacionais da energia”. “É remar um bocadinho contra a maré, mas é exatamente essa a ideia, criar estes modelos alternativos”, diz. As multinacionais “são muitas vezes as responsáveis pelas guerras e pela destruição de povos indígenas e da natureza”, acusa, apontando o “dedo”, no caso de Portugal, às grandes indústrias energéticas instaladas em Sines. A Aldeia Solar é uma das estratégias importantes para demonstrar que a paz é realmente possível”, defende a coordenadora, insistindo que o modelo em testes pela Tamera pode ser reproduzido por todo o lado. A energia necessária para as comunidades, sugere, “pode ser produzida descentralizadamente, em vez de uma grande central abastecer metade do país”. As tecnologias utilizadas na aldeia solar, que será inaugurada neste sábado, foram na sua maioria inventadas pelo alemão Jürgen Kleinwächter, que colabora com esta comunidade residente no Alentejo, a qual acaba por ser o seu “campo de ensaio”. Até o momento, em Tamera estão ainda sendo utilizadas as fontes de energia “normais”, à base de combustíveis fósseis, mas com que a comunidade “quer acabar”. Barbara Kovats assegura que, com a aldeia solar que vão testar, estão “a meio caminho” para se descomprometer, sendo que “o próximo passo” será encontrar “patrocinadores”, para desenvolver a tecnologia e planejar a sua reprodução.

in LUSA

Site: Comunidade de Tamera

Comunidade de Tamera - @ Reportagem Especial SIC


Mini-saia “gera” polémica numa universidade do Brasil

Novembro 4, 2009

Uma estudante “provocou” alvoroço numa universidade do Brasil. A causa foi ela ter ido para a universidade vestindo “trajes mínimos”, diga-se mini-saia.  A jovem foi insultada e cercada por vários alunos e a Polícia Militar teve que intervir para que ela conseguisse deixar o local. Acabou por saiu com uma bata de um dos professores por cima da roupa. A universidade pretende aplicar medidas disciplinares aos causadores do tumulto, conforme o seu regimento interno e manifesta “repúdio a qualquer manifestação de preconceito de gênero e qualquer forma de difamação ou violência” e  esclarece ainda que ao contrário do que alguns meios de comunicação publicaram não houve tentativa de estupro contra a jovem mas sim manifestações verbais de caráter ofensivo.

Mini-saia “gera” polémica numa universidade do Brasil - Reportagem @ TVI


Idosa recompensa a bondade

Novembro 3, 2009

Jeanine Vromant, uma idosa francesa de 86 anos resolveu recompensar a bondade de todos aqueles que lhe mostraram caridade e simpatia, desde a empregada de caixa do supermercado local onde a senhora fazia as suas compras, o talhante local de Dieppe, todos os condutores de autocarro da companhia Stradibus de Dieppe e muitos outros que ajudaram a senhora. A toda essa gente que apreciou disse “Vai ter uma surpresa quando eu morrer”. Sem marido, filhos ou herdeiros directos, no seu testamento mencionou 200 pessoas que irão herdar uma parte daquilo que acumulou ao longo da vida, cerca de 280 000 euros.

 Idosa recompensa a bondade - Reportagem @ RTP


Dia das Bruxas – Halloween

Outubro 31, 2009

Apesar de ser uma festa pagã, a palavra “Halloween” tem origem na expressão: “All Hallow’s Eve”, que significa “véspera de todos os santos”, uma vez que se refere à noite de 31 de Outubro, véspera do Dia de Todos os Santos. Por todo o mundo, há crianças vestidas de bruxa e fantasma na noite de 31 de Outubro e outras tantas que escondem o dente debaixo da almofada para receber um presente da Fada dos Dentes. Duas tradições importadas dos Estados Unidos. Os símbolos mais conhecidos do Dia das Bruxas são as abóboras com velas, que iluminam os espíritos e as bruxas que se reuniam neste dia com o Diabo.


Entrada de noivos na igreja torna-se um sucesso no YouTube

Julho 27, 2009

O vídeo da entrada dos noivos Kevin Heinz e Jill Peterson na igreja em St. Paul no estado de Minnesota nos Estados Unidos  tornou-se um estrondoso sucesso no YouTube, com mais de nove milhões de visitas e mais de 45 mil comentários. No vídeo de pouco mais de cinco minutos mostra os noivos, os padrinhos e as damas de honor a entrar na igreja a fazer uma coreografia ao som da canção “Forever”  de Chris Brown, para surpresa dos convidados que aguardam o início da cerimônia. Em entrevista à NBC, Kevin e Jill disseram que a ideia da dança foi da noiva, sendo uma forma de “expressar e partilhar a alegria” que sentia por se casar. Jill disse que a dança foi ensaiada apenas uma vez antes da cerimónia. Segundo eles, as únicas pessoas que tinham conhecimento que a entrada na igreja seria feita daquela forma eram, tirando os participantes na coreografia os seus pais.

Jill and Kevin Wedding Entrance Dance

Muito bem conseguido…


Betty Boop faz 75 anos

Julho 23, 2009

 

Heroína da BD e dos desenhos animados, a eternamente sexy Betty Boop completa hoje 75 anos. Esta figura simpática e frágil foi criada pelo talento de Bud Couniham e conquistou fãs um pouco por todo o mundo até aos nossos dias. Frágil, elegante, olhos grandes, boquinha pequena, a formar beicinho, pernas bem torneadas, medidas exactas, ombros e pernas nuas, liga na perna esquerda, voz suave em que pronunciou vezes sem conta o famoso “boop-oop-a-doop”… Esta é a imagem de marca de Betty Boop que, se hoje pouco mais provoca do que um sorriso, quando chegou à BD, a 23 de Julho de 1934, em tiras diárias da autoria de Bud Couniham, possivelmente fez sonhar mais do que um leitor. Esse foi, no entanto, o segundo nascimento da sensual pin-up dos anos 30, inspirada no visual da cantora Helen Kane, já que a sua estreia acontecera a 9 de Agosto de 1930, em versão animada, num filme intitulado “Dizzy Dishes”, da autoria de Grim Natwick e Max Fleisher. O que poucos sabem é que então era uma… cadela (literalmente!), fazendo parceria com o cãozinho Bimbo, numa tentativa de emular o sucesso crescente e imparável do par Mickey e Minnie Mouse. Como a ideia não teve sucesso, a evolução para figura humana surgiu como alternativa, em filmes ambientados no meio cinematográfico, bem explícitos quanto ao tema sexo, com a cantora e actriz a usar vestidos bem curtos e, por vezes, até transparentes. Depois de uma parceria com Popeye, em 1933, a entrada em vigor do Hays Act, uma lei censória que veio regulamentar e “limpar” o cinema e os quadradinhos, obrigou a despojar Betty Boop do carácter provocador e provocante que a distinguia, tornando-lhe a vida breve nos quadradinhos, marcados por um humor ingénuo. A tira diária terminou logo em Março de 1935 e as pranchas dominicais, iniciadas em Dezembro de 1934, resistiram apenas até Novembro de 1937. Nos anos 80, ensaiou novo regresso à BD, em parceria com o (em tempos também) popular Felix the Cat, mas a experiência terminaria ao fim de quatro anos. Hoje, quando muitos ignoram as suas origens desenhadas, esta septuagenária que hoje cumpre as suas Bodas de Ouro na BD não é mais do que uma popular referência retro, usada e abusada em merchandising.

in Jornal de Notícias

Betty Boop


Queniano suborna polícia para prender o seu cão

Julho 15, 2009

O queniano Robert Njeru de 25 anos subornou a polícia para prender o seu cão de estimação depois de o animal ter mastigado o dinheiro que tinha como destino o pagamento do aluguer da casa. Robert Njeru disse à polícia que foi trabalhar e deixou o dinheiro em cima da cama, mas que quando voltou para casa os 3 mil xelins (cerca de 29 euros) estavam feito em pedacinhos no chão. O homem ficou zangado e então levou o cão até a polícia e pediu que prendessem o animal. Inicialmente recusaram mas após o proprietário concordar em pagar uma “taxa” a um dos agentes o cão ficou preso (50 xelins, cerca de 0,48 euros). O polícia que aceitou o suborno foi demitido e o cão foi devolvido ao seu proprietário. Entretanto  o queniano decidiu colocá-lo à venda para não ter uma nova surpresa no futuro.

in Daily Telegraph


A Caravela-Portuguesa

Julho 6, 2009

A caravela-portuguesa, também conhecida por garrafa azul, é o mais perigoso organismo que aparece nas praias portuguesas. Formada por uma parte gelatinosa semelhante à das medusas que anda à tona da água, fazendo lembrar uma vela – daí o seu nome –, possui tentáculos azulados que, em contacto com o corpo humano, podem provocar queimaduras de terceiro grau ou mesmo levar à morte de indivíduos com problemas cardíacos ou respiratórios. No ano passado foram registados 11 casos nas praias, em Peniche e Santa Cruz, em que as pessoas tiveram de ser hospitalizadas. No final de Abril, foram avistadas junto à costa espanhola, na zona de Múrcia, grupos até 50 exemplares. Há cerca de dez anos que a caravela-portuguesa não era detectada no Mediterrâneo, pelo que esta aparição fez soar os alarmes. Sendo uma espécie mais comum nas águas quentes do Sul, o seu aparecimento em zonas mais a Norte pode ser provocado pelas alterações climáticas e pela subida da temperatura do mar. No entanto, os cientistas conhecem muito pouco sobre esta espécie. Para o biólogo marinho português, Carlos Sousa Reis, o avistamento de algumas colónias junto a Múrcia não permite dizer que há um risco maior de a espécie aparecer com mais frequência em Portugal neste Verão. “É uma espécie que, como todas as da sua família, tem comportamentos que o Homem conhece muito pouco. O aparecimento em Múrcia é um episódio muito pontual. São colónias erráticas”, disse ao CM. Apesar das semelhanças não se trata de uma medusa mas sim de um cnidario da ordem dos sifonóforos cujo nome cientifíco é physalia physalis. É formado pelo Pneumóforo ou ‘vela’ que fica à tona de água e pelos tentáculos que chegam aos 30 metros e contêm o veneno que a torna perigosa para o homem. Caravela- Portuguesa (Physalia physalis) – Alimenta-se injectando o veneno em pequenos peixes ou camarões, arrastando depois as presas para os gastrozóides, um tipo de pólipo que envolve e digere a presa . Move-se sobre a superfície da água, empurrada pelo vento e pelas correntes e é mais frequentes em mar alto do que junto à costa. Que fazer em caso de “ataque” Chamar de imediato auxílio médico (112), – Se os tentáculos ainda estiverem em contacto com a pele, retirá-los com ajuda de luvas ou uma toalha, – Para aliviar a dor pode usar-se vinagre logo após o contacto com a pele.

in Correio da Manhã

A Fisália(Physalia physalis), vulgarmente conhecida por Caravela-Portuguesa, é “um animal” do grupo dos cnidários. Tem cor maioritariamente azul, com algum vermelho e tentáculos cheios de células urticantes. A caravela-portuguesa, que tem tanto de bonita como de perigosa, não é propriamente um animal mas um conjunto de vários organismos, unissexuais, com características diferentes e onde cada um tem uma função que assegura a sobrevivência de toda a colónia (alimentação – os gastrozóides; reprodução – os gonozóides; filamentos que pescam as presas – os dactilizóides). Semelhante a um barco em miniatura, sem locomoção própria, flutua à superfície das águas suave e lentamente ao sabor das marés e dos ventos – daí o seu apelido “Caravela Portuguesa”. O organismo visível é uma estrutura em forma de carapaça, que pode atingir 30 centímetros de comprimento e 10 centímetros de largura. Os seus tentáculos, por baixo, podem chegar aos 30 metros e estão sempre prontos a envolver um peixe para a sua alimentação. São estes longos filamentos os responsáveis pelo perigo da caravela portuguesa, uma vez que é lá que se encontra o veneno usado para ajudar a capturar as presas. Os filamentos funcionam como uma espécie de tentáculos que apenas são eficazes para capturar peixes de pequenas dimensões, camarões e outros animais encontrados no plâncton. É nos tentáculos que se encontram os cnidócitos, que são as células urticantes, portadoras dos nematocistos, accionados pela “rede nervosa”. A caravela-portuguesatem dois tipos de nematocistos: pequenos e grandes; estes “órgãos” conservam as suas propriedades por muito tempo, mesmo que o indivíduo tenha ficado várias horas a seco na praia, pelo que devemos evitar tocar-lhes mesmo quando as vemos em seco no areal de uma praia. Apesar de raramente se aproximarem da costa, vêm por vezes dar às praias, inteiras ou em fragmentos (crê-se que se separam por razões de reprodução). Não é por se tratarem apenas de partes da Caravela-portuguesa que estes fragmentos se tornam menos perigosos. São tão nocivos como a caravela inteira e basta tocar-lhes levemente para que o veneno se propague por contacto, espalhando-se rapidamente. A primeira sensação é uma dor intensa de picada e ardor. O membro picado fica entorpecido e, ao fim de algum tempo, surge comichão e urticária. A gravidade da picada depende do tempo de contacto e da quantidade de tentáculos nela envolvidos. A caravela-portuguesa é importante para a alimentação das tartarugas marinhas, que são imunes ao veneno.

in Público

Caravela- Portuguesa (Physalia physalis) - Reportagem SIC